Burlão tentou enganar Tony Carreira na compra de moradia

Ex-emigrante interessado em investir no setor imobiliário pedia dinheiro para transferir fortuna bloqueada no Canadá. Músico percebeu engano a tempo.

Era conhecido como o “homem dos 200 milhões” e chegou a Faro há cerca de seis meses. Artur Vieira, de 65 anos, vinha do Canadá, onde esteve emigrado muitos anos. A todos fez acreditar que era um investidor imobiliário, prestes a receber 200 milhões de euros do Canadá, onde estavam retidos. E como pretendia reinvestir parte da sua fortuna, contactava imobiliárias, comerciantes e particulares a quem garantia estar interessado em comprar as suas casas ou negócios. Afinal, era tudo falso, o que levou a Judiciária de Faro a detê-lo por burla e falsificação.

Tony Carreira foi um dos alvos do suposto investidor, que se mostrou interessado numa moradia de luxo à venda no Algarve. E conseguiu fazer acreditar os representantes do cantor de que dispunha de capital e que iria mesmo adquirir o imóvel, à venda por 1,2 milhões de euros. Chegou a assinar contrato-promessa.

Mais vítimas

Durante as negociações, Artur até mostrou documentos bancários falsificados, onde aparecia como titular de contas bancárias recheadas de milhões.

Ao músico, o homem não chegou a solicitar dinheiro para desbloquear os 200 milhões retidos no Canadá, pelo que, neste caso, o ex-emigrante deverá ser indiciado apenas por tentativa de burla. O imóvel de Tony Carreira foi entretanto vendido a outra pessoa.

Mas Artur chegou a pedir dinheiro a um comerciante de Faro, dono de uma das mais conceituadas cervejarias situadas no centro da cidade. Alegou necessidade de fazer despesas para transferir a fortuna para Portugal.

O burlão começou por propor comprar a cervejaria por cerca de sete milhões de euros. Pensando ser bom negócio, o comerciante mostrou-se interessado, até ao dia em que Artur lhe pediu mais de um milhão de euros. Contou ter os 200 milhões de euros bloqueados, precisando de liquidez para que a transferência internacional fosse efetuada. Nessa altura, celebraria o contrato definitivo e pagaria tudo. Só que o comerciante desconfiou e também não caiu no conto do vigário.

Entretanto, por ter enganado outras pessoas – interessadas em vender imóveis com valores menos expressivos – chegaram à PJ várias queixas contra o indivíduo.

Em pouco tempo, os inspetores desmascararam o emigrante e detiveram-no. Levado a tribunal, o indivíduo foi libertado mediante proibição de sair de Portugal e de contactar as vítimas. Também deverá apresentar-se duas vezes por semana às autoridades.




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