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Sánchez admite eleições se catalães não o apoiarem

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Sánchez admite eleições se catalães não o apoiarem

Em caso de chumbo do Orçamento do Estado, quarta-feira, legislativas poderão acontecer já em abril, ainda antes das europeias, regionais e municipais.

O Governo espanhol admitiu, segunda-feira, que haverá eleições legislativas nos próximos meses caso não consiga aprovar o Orçamento do Estado amanhã, no Congresso de Deputados. A imprensa espanhola avançava que a data para a ida às urnas poderia acontecer ainda em abril, antes das eleições europeias, regionais e municipais, agendadas para 26 de maio.

O cenário apresenta-se cada vez mais como inevitável, tendo em conta a rutura nas negociações entre o Executivo de Pedro Sánchez e os partidos independentistas catalães, de quem os socialistas precisam para ver aprovadas as contas deste ano. Num momento em que as sondagens apontam para a possibilidade de maioria absoluta para o conjunto dos partidos de direita (Partido Popular, Ciudadanos e Vox), que, anteontem, se manifestaram em Madrid, a hipótese de eleições antecipadas foi, ontem, utilizada pelo Governo como forma do pressionar os grupos nacionalistas a reconsiderar a aprovação do Orçamento. De momento, o PSOE conta apenas com o apoio garantido do Podemos, que assegurou ainda acreditar num acordo com os catalães.

Apesar da pressão, o presidente da Generalitat, Quim Torra, mostrou pouca abertura para o restabelecimento do diálogo entre Madrid e Barcelona, ao voltar a incluir como requisito mínimo para negociar a colocação em cima da mesa da autodeterminação da Catalunha, que o Executivo socialista rejeita.


independentistas julgados

Hoje, em Madrid, o Supremo Tribunal espanhol começa a julgar os políticos catalães envolvidos no processo separatista desenrolado no outono de 2017. O julgamento, que tem sido encarado como o mais importante da democracia espanhola, senta no banco dos réus 12 políticos catalães, nove deles presos preventivamente há mais de um ano.

Entre eles, está o antigo vice-presidente da Generalitat Oriol Junqueras, líder da Esquerda Republicana, os líderes das associações independentistas Jordi Sànchez (Assembleia Nacional Catalã) e Jordi Cuixart (Omnium Cultural), além da ex-presidente do Parlamento catalão, Carme Forcadell, e de outros antigos membros do Governo de Carles Puigdemont, que se encontra exilado na Bélgica.

Em causa está a tentativa de autodeterminação, materializada no referendo de independência realizado a 1 de outubro de 2017 e, posteriormente, a declaração unilateral de independência proferida no Parlamento catalão a 27 de outubro do mesmo ano.

Devido ao envolvimento neste processo, os políticos catalães foram acusados de rebelião, sedição, desobediência e de desvio de fundos, enfrentando penas que podem ir de sete a 25 anos de prisão.

O julgamento deverá durar pelo menos três meses, sendo que a sentença não deverá ser conhecida antes das eleições de maio.

Governo aprova exumação de Franco na sexta-feira

O Executivo de Pedro Sánchez espera finalizar na próxima sexta-feira o processo que levará à exumação de Francisco Franco. Depois de descartar a possibilidade de enterrar o ditador na catedral da Almudena, em Madrid, como tinham pedido os netos de Franco, o Governo anunciou que dará 15 dias à família para indicar um outro local para enterrar o “caudillo”. Caso esta não o faça, será o Executivo a “tomar uma decisão”. O cemitério de El Pardo é apontado como o mais provável local para receber os restos mortais do antigo ditador. Entretanto, a Junta Diretiva do FC Barcelona decidiu anular as distinções que outorgou a Franco em 1971 e 1974 e todos os seus efeitos honoríficos, decisão que terá de ser ratificada pelos sócios em assembleia-geral.




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