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Defesa acusa Tribunal de atingir direitos dos independentistas

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Defesa acusa Tribunal de atingir direitos dos independentistas

“Um atentado ao direito de protesto” e “uma causa geral contra o independentismo”. Foi desta forma que o advogado do antigo vice-presidente catalão Oriol Junqueras se pronunciou, esta terça-feira, no primeiro dia do julgamento dos políticos catalães envolvidos no processo independentista. Para Andreu Van den Eynde, também defensor de Raul Romeva, os direitos dos seus representados estão a ser “vulnerados”.

Acusados de rebelião, sedição e desvio de fundos públicos, os 12 dirigentes catalães, que desde ontem se sentam no banco dos réus do Tribunal Supremo espanhol, enfrentam penas que podem ir até aos 25 anos de prisão. Em causa, está a realização do referendo separatista de 1 de outubro, que deu origem à declaração unilateral de independência de 27 de outubro de 2017.

No primeiro dia de julgamento, as defesas dos acusados coincidiram ainda na ideia de que os seus clientes estão a ser julgados “pelas suas supostas convicções políticas”, como afirmou Olga Arderiu, advogada da ex-presidente do Parlamento catalão Carme Forcadell. Também o advogado de Jordi Cuixart, ex-líder da entidade independentista Omnium Cultural, se mostrou contundente, afirmando que o julgamento “é uma derrota coletiva da sociedade espanhola e não deveria ter começado”, avisando que “o mundo dos direitos humanos vai estar atento” ao que se passar no julgamento.

Na mesma linha, o presidente da Generalitat, Quim Torra, qualificou o julgamento como um “ataque à democracia e aos direitos humanos” e um “ato de vingança contra o povo catalão”. Depois de acusar o Tribunal de levar a cabo uma “perseguição política”, o responsável fez questão de anunciar aos jornalistas que levará a questão aos tribunais internacionais.


orçamento em risco

Sob o lema “a autodeterminação não é um delito, é um direito”, milhares de pessoas saíram ontem às ruas de várias cidades catalãs, para protestar contra o julgamento ao “procés”.

De resto, o direito à autodeterminação voltou ontem a ser invocado pelos grupos catalães – Esquerda Republicana e Partido Democrata da Catalunha – como necessário para apoiar o Orçamento de Estado do PSOE, cujo debate se iniciou ontem, no Congresso de Deputados.

Tendo em conta a suspensão do diálogo entre Madrid e Barcelona e o provável chumbo das contas de Pedro Sánchez, ganha força a hipótese de convocação de eleições antecipadas.

Separatistas cortam trânsito em autoestrada

Os Comités de Defesa da República cortaram, no início da manhã de ontem, o trânsito e queimaram pneus em vários pontos de uma importante autoestrada da Catalunha e provocaram dificuldades na circulação de carros na Gran Via de Barcelona. Aquele grupo radical separatista, conhecido pela realização de ações contra a ordem pública, manifestava-se, assim, contra o início, no Tribunal Supremo, em Madrid, do julgamento de 12 dirigentes independentistas catalães.

Governo não “cede”

O Executivo espanhol assegurou que não irá ceder à chantagem dos partidos independentistas catalães que fazem depender a aprovação do Orçamento da abertura de conversações sobre a autodeterminação da Catalunha.

“Enorme fracasso”

O ex-presidente do Governo regional catalão Carles Puigdemont afirmou que a manifestação “da direita e extrema-direita”, no passado domingo, foi um “enorme fracasso” e, portanto, não os considera uma ameaça no quadro de eleições gerais.




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