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… em que as coisas não correm bem. Há dias que não são dias. Em que a ideia não consegue ser explanada na perfeição dentro das quatro linhas, tal como vinha sendo até à data desde a entrada de Bruno Lage. E com ela chega um mau resultado que obriga a um esforço suplementar para seguir em frente na Liga Europa.

Por outras palavras, a série de nove jogos sem derrotas das águias chegou ao fim em Zagreb, por culpa da derrota na casa do GNK Dinamo (1×0), e a tradição continua a ser o que era: o Benfica segue sem vencer na Croácia e… sem marcar qualquer golo. Mas ainda há tempo para reescrever a história.

Lesão de Seferovic alterou planos

O Benfica entrou relativamente bem na partida e até podia ter chegado ao golo, logo aos 7 minutos, quando Krovinovic, uma das três novidades no miolo encarnado, descobriu Grimaldo para este obrigar Livakovic a defesa atenta e importante para os croatas manterem o nulo.

Mas este lance foi uma ilusão tendo em conta aquilo que foram os minutos seguintes. O conjunto liderado por Bruno Lage deixou o Dinamo responder e crescer, sobretudo pelo demasiado espaço concedido a Dani Olmo. Não foi por falta de aviso…

A lesão de Seferovic (31’) também acabou por influenciar de forma negativa o jogo das águias, que perderam profundidade no ataque – Krovinovic juntou-se a João Félix numa primeira instância e depois foi a vez de Franco Cervi – e os croatas tiraram proveito das desatenções defensivas do adversário para chegarem ao golo.

Uma entrada fora de tempo e sem nexo de Rúben Dias sobre Dani Olmo, quando o jovem espanhol seguia para a linha, portanto fora de zona de perigo para o Benfica, ‘obrigou’ Michael Oliver a apontar para a marca dos onze metros.

Encarregue da marcação da grande penalidade, Bruno Petkovic enganou Odysseas. O guarda-redes helénico não adivinhou o lado, mas salvou a sua equipa de sair para o intervalo com um resultado mais desnivelado, com duas defesas vistosas a remates de Damian Kadzior.

Krovinovic foi titular pela primeira vez com Bruno Lage SL Benfica

Dificuldades em travar a gestão croata

Perante um Benfica completamente desconcentrado e a falhar muitos passes aquando da transição ofensiva, com muito pouco jogo entrelinhas, uma das características do modelo de gestão de Bruno Lage, o Dinamo aproveitou a segunda parte para gerir a vantagem mínima e a subsidiar o seu jogo ofensivo a contra-ataques.

Rafa e Zivkovic foram as armas lançadas a partir do banco, numa tentativa de mudar com o jogo ofensivo, mas o futebol vistoso, apaixonante e vibrante continuou sem aparecer no Estádio Maksimir. Dava a ideia que a equipa encarnada estava presa nas amarras… ou na teia do Dinamo.

Sem conseguir chegar à baliza de Livakovic e com o Dinamo também a não fazer muito para aproximar-se da baliza de Odysseas, exceção feita para um movimento de Nikola Moro em cima do apito final, o jogo perdeu algum interesse, valendo apenas pela forma como o Dinamo soube contrariar as virtudes do Benfica.

Nada está perdido, a não ser este jogo, evidentemente, com a eliminatória a seguir em aberto para Lisboa, mas está mais difícil. Será preciso uma dose de superação para reverter este resultado.




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