Funcionária dos bombeiros ″viveu três anos de terror″ com assédio

O adjunto de Comando dos Bombeiros Voluntários de Viana do Castelo, José Pinto, declarou que uma operadora da corporação “viveu três anos de terror” por parte de uma dirigente. José Pinto prestou depoimento no Tribunal de Trabalho, num caso de alegado assédio moral à profissional ainda em funções, Dalila Ferreira, de 60 anos.

O responsável testemunhou que a funcionária das comunicações, que considerou “ser a melhor profissional”, “entrou em depressão, desestabilizou e, até hoje, nunca mais foi a mesma”. Precisou que Dalila Ferreira foi sobretudo perseguida por uma dirigente da corporação, que descreveu como uma pessoa que “não é deste mundo”. “É desumana”, explicou, acrescentando que a operadora era “obrigada a trabalhar oito horas seguidas sem pausas para nada, nem para as refeições”. “Vi-a chorar e pelo menos quatro vezes, em discussões à porta fechada”, contou José Pinto.

A queixosa alega ter sofrido assédio moral, principalmente após apresentar queixas na ACT, ao ponto de precisar de tratamento psiquiátrico e ficar de baixa. Ângela Araújo, enfermeira do INEM, corroborou a versão de José Pinto.

De acordo com a advogada da queixosa, Isabel Guimarães, está em cima da mesa um possível acordo, com base numa proposta de indemnização inicial de 70 mil euros.




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