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Terrorista inspirado por ativista norte-americana pró-Trump

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Terrorista inspirado por ativista norte-americana pró-Trump

O homem que esta sexta-feira provocou a morte a 49 pessoas em duas mesquitas da Nova Zelândia, na cidade de Christchurch e na periferia, partilhou na Internet um manifesto onde revelou as motivações por detrás do ataque.

Brenton Tarrant. 28 anos. Australiano. Branco. Islamofóbico confesso. Será ele o autor – ou co-autor – do duplo ataque que veio interromper o clima de segurança e harmonia multicultural neozelandês. Foi detido (ver vídeo da detenção) e está acusado de vários crimes de homicídio, devendo ser presente a tribunal no sábado de manhã.

O atentado ocorreu ao início da tarde (hora local) em duas mesquitas: primeiro na mesquita de Al Noor, perto de Hagley Park, no centro da cidade de Christchurch, e depois na de Linwood, nos subúrbios. Em ambos os locais, o atacante entrou armado com uma arma semiautomática nas mãos e uma câmara de ação na cabeça, para filmar a sangria como se de um jogo de computador se tratasse.

Antes de matar 49 pessoas – 41 na primeira mesquita e 8 na segunda (a 49.ª vítima morreu no hospital) – Brenton Tarrant escreveu e divulgou no Facebook um manifesto gigante onde se apresentava e declarava os seus objetivos e motivações. O poema com que o documento começa – “Do not go gentle into that good night” (Não entres nessa noite acolhedora com doçura), do galês Dylan Thomas – dá o mote para as 74 páginas que se seguem.

Intitulado “The Great Replacement” (A Grande Substituição), o manifesto deixa claras as vontades de Brenton: “criar uma atmosfera de medo” e “incitar à violência” contra muçulmanos. E fornece alguns detalhes autobiográficos sobre o autor, nascido na cidade de Grafton, no Estado australiano de Nova Gales do Sul.

Inspirado por terroristas e pela ativista pró-Trump

O conteúdo do manifesto ajuda a traçar o perfil do atacante: supremacista, nacionalista, anti-imigrantes, violento.

“Sou apenas um homem branco, de 28 anos. Nascido na Austrália, de classe trabalhadora, de uma família de poucas posses”, descreveu Brenton Tarrant. Infância normal e desde cedo com pouco interesse na formação académica. “Primeiro comunista, depois anarquista e finalmente libertário, antes de me tornar ecofascista”, escreveu, fazendo depois referência a um videojogo que diz ter-lhe ensinado o significado de “nacionalismo étnico”.

“Vingar as centenas de milhares de mortes causadas por invasores estrangeiros”, “a escravização de milhões de europeus retirados das suas terras”, “as milhares de vidas europeias perdidas em ataques terroristas” e os “homens e mulheres europeus perdidos nas guerras constantes e intermináveis ​​da história europeia” foram o propósito do ataque.

Incitar à “violência” e à “retaliação”, e “intimidar” e “retirar fisicamente” os “invasores”, para “reduzir as taxas de imigração para as terras europeias”, seria, para Brenton, o modo de lá chegar.

No manifesto, Brenton Tarrant falou de algumas figuras que são para si modelos e influenciam a sua forma de pensar e agir. “Apoio muitos daqueles que se posicionaram contra o genocídio étnico e cultural. Luca Traini, Anders Breivik, Dylan Roof, Anton Lundin Pettersson, Darren Osborne, etc.”. Este último foi condenado a prisão perpétua por um ataque mortífero contra muçulmanos na mesquita de Finsbury Park, em Londres, em junho de 2017.

Assumido apoiante de Donald Trump, “como um símbolo de identidade branca renovada e propósito comum”, Tarrant destacou a influência de Candace Owens, uma ativista norte-americana pró-Trump, de raça negra, conhecida pelas duras críticas ao movimento “Black Lives Matter” (Vidas Negras Importam) e ao Partido Democrata. Owens é diretora de comunicação do grupo conservador “Turning Point USA”

“De cada vez que fala, fico surpreendido com as suas perceções, e visões próprias dela têm-me ajudado a fortalecer cada vez mais a crença de que violência se soprepõe à mansidão”, escreveu na publicação, entretanto eliminada.




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