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Novo Banco acorda venda de 2.150 ME em crédito malparado

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Novo Banco acorda venda de 2.150 ME em crédito malparado

O Novo Banco acordou a venda de carteira de crédito malparado de 2.150 milhões de euros a fundos de investimento, divulgou hoje a entidade financeira, sem divulgar o valor do negócio.

“O Novo Banco informa que, após a conclusão de um processo de venda competitivo, o Novo Banco e o BEST celebraram um contrato de compra e venda de uma carteira de crédito não produtivo (‘non-performing loans’) e ativos relacionados (Projeto Nata)”, lê-se no comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

A venda foi feita a um consórcio de fundos geridos pela KKR Credit Advisors e à LX Investment Partners, acrescentou na mesma informação ao mercado.

A carteira envolvida no negócio tem “102 mil contratos [de crédito] com um valor total de 2.150 milhões de euros”.

O Novo Banco indica que a carteira a transferir fica ainda sujeita aos “ajustamentos de perímetro usuais nestas transações” até à sua formalização, o que deverá acontecer até março de 2019.

Por fim, o banco liderado por António Ramalho considera que esta transação “representa mais um importante passo no processo de desinvestimento de ativos não produtivos”.

O presidente executivo do Novo Banco disse em novembro à agência Lusa que se estava a preparar a venda de uma carteira de malparado de Portugal mas também de Espanha: “Nós temos dois processos de venda de malparado: um em Espanha e outro em Portugal. Em Portugal […] é uma venda de 1,7 mil milhões de euros a 1,8 mil milhões e, em Espanha, é uma carteira por volta dos 400 milhões de euros”.

Questionada pela Lusa, fonte oficial do Novo Banco explicou hoje que a venda da carteira de crédito malparado de Portugal foi maior do que esperado uma vez que também houve interesse em ativos já abatidos a balanço, totalmente provisionados.

Já o processo de venda de malparado de Espanha continua.

A mesma fonte indicou ainda que esta é “a maior operação de venda de NPL [non-performing loans’] feita em Portugal”.

O Novo Banco, que ficou com parte da atividade bancária do BES (resgatado no verão de 2014), é detido pelo fundo norte-americano Lone Star em 85% e em 25% pelo Fundo de Resolução bancário, gerido pelo Banco de Portugal.

A gestão tem dito por várias vezes que os seus resultados são penalizados pelo legado com que ficou do BES.

O Novo Banco registou um prejuízo de 419,6 milhões de euros até setembro, que compara com os 419,2 milhões de euros registado no período homólogo.

Quando a venda da carteira de crédito malparado for concretizada poderá ter um impacto negativo nos resultados do Novo Banco. Para já não é conhecido o valor que os compradores vão pagar por estes ativos.

Apesar de ser maioritariamente detido por privados desde 2017, o Novo Banco tem beneficiado de injeções de capital do Fundo de Resolução, através de empréstimos do Tesouro público, que devem voltar a acontecer em 2019.

Em maio passado, para fazer face aos prejuízos de 1.395 milhões de euros que o banco teve em 2017, o Fundo de Resolução bancário injetou 791,7 milhões de euros no Novo Banco.




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