Ataques de carteiristas aumentaram 89% só durante este ano

Desde maio que, à paisana, quatro brigadas da PSP disputam diariamente um jogo do gato e do rato com os carteiristas de Lisboa. Perseguição é feita de carro e a pé.

Quando, em pleno Terreiro do Paço, em Lisboa, dois agentes da PSP à paisana chegaram ao pé de Margaret Clarricoates e lhe devolveram a carteira tirada da sua mala momentos antes, a turista inglesa, de 67 anos, ficou surpreendida.

Afinal, nem se apercebera de que acabara de ser roubada por duas mulheres com quem se cruzara na passadeira e contra quem decidiu, ao saber o que se passara, apresentar queixa na esquadra, apesar do receio de um amigo turco. “Não entres no carro. Sabes lá se são mesmo polícias”, disse-lhe, desconfiado, sem saber que fora testemunha do desfecho de mais um episódio do jogo do gato e do rato que, diariamente, carteiristas e polícias disputam no Centro Histórico da capital.

Numa zona da cidade bastante procurada por turistas, o segredo é, para os dois lados da barricada, parecer só mais um visitante entre tantos outros – ainda que, dada a elevada frequência com que cada carteirista é apanhado, presa e caçador já se conheçam quase de cor.

Naquela dia de dezembro, foram detidas duas mulheres algo desconhecidas, mas, durante a perseguição que a precedera, não faltaram menções a velhos conhecidos e ao seu método de atuar há meses, anos ou, até, décadas. Quase sempre de olho no elétrico 15 ainda que, por fim, algumas movimentações inesperadas tenham obrigado a equipa acompanhada pelo JN a abandonar o carro e a misturar-se na multidão, à espera de apanhar as duas suspeitas em flagrante delito.




Source link