Avança fiscalização a aulas-fantasma nas escolas de condução | MINHO Noticias
Connect with us

Avança fiscalização a aulas-fantasma nas escolas de condução

Noticias

Avança fiscalização a aulas-fantasma nas escolas de condução

Desde setembro de 2017, as escolas de condução têm de equipar os carros com dispositivos que registem o tempo e a distância percorrida por cada aluno, mas só a partir deste mês o Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) começará a multar quem não os tenha instalados.

Os aparelhos visam garantir que os candidatos a condutor têm, de facto, as 32 aulas e percorrem os 500 quilómetros previstos na lei.

As escolas contestam a obrigação, argumentando que o problema está na qualidade dos exames e não no ensino da condução, e asseguram não haver ainda aparelhos suficientes para os seus cinco mil carros ligeiros de passageiros.

É o que assegura Fernando Santos, da Associação do Ensino de Condução Automóvel, a ANIECA. “O IMT só começou a certificar equipamentos no segundo trimestre [de 2018], houve uma grande morosidade e o processo é complexo”. Não só faltam aparelhos, disse, como é necessário fazerem testes de comunicação com a plataforma informática que recebe e memoriza os dados. Por isso, pede tolerância até junho.

Corrida em cima do prazo

Mal houve dispositivos certificados, poucas escolas os compraram, confirmou Milton Simões, da Associação de Diretores de Escolas de Condução. Agora que o IMT comunicou que começaria a autuar a partir de janeiro, está a haver “uma corrida” aos dispositivos.

A falta de aparelhos é também a razão dada pelo IMT para ter feito fiscalizações “pedagógicas” até ao final de 2018. A opção foi, antes, escrever às escolas para as “informar da necessidade de cumprimento da legislação”, esclareceu fonte oficial do IMT. Perante as dificuldades reportadas pelas escolas, “foi definido que a fiscalização atuaria de forma pedagógica até ao final de 2018”. Ou seja, só agora começará a punir as escolas em falta – um ano e três meses depois de do prazo definido pelo próprio instituto.

Tablets usados como fixos

Por deliberação do IMT, cada dispositivo deve “estar fixado ao veículo”, mas o JN sabe que há escolas a utilizar tablets, que podem ser levados de um carro para outro. Esse facto levanta a possibilidade de as escolas registarem em nome de alunos viagens (tempo e distância percorrida) feitas por outras pessoas, noutros carros.

Fernando Santos recusou a hipótese de os dados de viagem dos alunos poderem ser falseados e esclareceu que o método de registo passa pela leitura de um código de barras QR, que identifica o carro de ensino de condução, e pela inscrição da identificação do aluno. Depois, o sistema regista o número de quilómetros percorridos, mas não a rota seguida.

A obrigação de instalar dispositivos fixos, confirmou o IMT, visa “afetar uma determinada formação a um determinado veículo de instrução”. Mas deixou o método de fixação ao veículo “ao critério das entidades que possuem dispositivos já certificados, o qual poderia ser de um modo físico, eletrónico ou ambos”.

6925

Há neste momento quase sete mil veículos de instrução licenciados, afetos a escolas de condução. Estão incluídos automóveis ligeiros, pesados e motociclos. A ANIECA calcula que cerca de cinco mil sejam ligeiros de passageiros.

500

Os alunos têm de receber um mínimo de 32 aulas de condução, durante as quais têm de percorrer pelo menos 500 quilómetros.




Source link

Continue Reading
You may also like...

More in Noticias

To Top
%d bloggers like this:
Ir para a barra de ferramentas