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Desaparecimento de ouro na Judiciária do Porto dá cadeia

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Desaparecimento de ouro na Judiciária do Porto dá cadeia

O ex-companheiro de uma funcionária administrativa da Polícia Judiciária (PJ) do Porto vai ficar quatro anos e seis meses preso, por ter incentivado ao furto e vendido duas barras de ouro que estavam apreendidas e à guarda da PJ.

O Tribunal da Relação do Porto também confirmou a pena aplicada em primeira instância à arguida: quatro anos de prisão, com pena suspensa, e proibição de exercício de funções públicas durante esse período.

O ouro – mais de cinco quilos (5526,796 gramas), avaliados em cerca de 180 mil euros – estava guardado num cofre transitório geral situado na cave do edifício da PJ, ao qual a funcionária Dulce Faria tinha acesso.

O desaparecimento causou então alvoroço na Diretoria do Norte da PJ. A investigação foi confiada a uma brigada que, em janeiro de 2017, deteve a funcionária, que gozava de boa imagem no seio da instituição, onde trabalhava há 18 anos.

Doença do filho

No julgamento que decorreu nas Varas Criminais do Porto ficou provado que os metais preciosos foram furtados entre 14 de outubro de 2014 e 7 de abril de 2015, dia em que foi descoberto o desaparecimento.

A pena de Dulce ficou suspensa porque o tribunal atendeu a que a arguida atravessava um período de “fragilidade psíquica”, em grande parte motivada por doença grave do filho, que exigia tratamentos incomportáveis para o seu salário, e a falta de ajuda do pai da criança – o coarguido António Miranda. Por sua vez, este indivíduo incentivou-a a furtar o ouro, tratando depois da posterior venda.

A versão do arguido que vai para a prisão consistiu em atribuir a responsabilidade toda a Dulce. Afirmou que, segundo a funcionária, tratar-se-ia de ouro de casos “arquivados” e que iria para o “lixo”. Nenhum juiz acreditou.

180 mil euros é o valor do ouro desviado. Foi o montante que rendeu ao ex-companheiro da funcionária da PJ. Diz que pagou obras no seu café, fez férias e emprestou a uma cunhada.

Câmara no cofre

A PJ descobriu quem andava há dois anos a roubar quilos de ouro quando colocou uma câmara escondida na sala do cofre, onde são guardados os bens apreendidos.

Levava a avaliadores

À funcionária cabia a tarefa de ir ao cofre levantar lotes de ouro apreendido para levar aos avaliadores. Quando os devolvia, ou iam vazios ou mais leves. Entre 2014 e 2016, foram furtados quase seis quilos.




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