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Vende a sorte nas ruas do Porto há 36 anos

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Vende a sorte nas ruas do Porto há 36 anos

É mais conhecido por Flávio. Foi assim que apelidaram o único cauteleiro que ainda vende diariamente nas ruas do Porto.

Quem passa na Rua de Sampaio Bruno, junto à estação de São Bento, já sabe que a sorte vai ser anunciada. “Lotaria da sorte grande, olha o 18”, entoa rua acima.

A sexta-feira é um dia fraco, o Placard e a raspadinha vieram roubar a clientela, mas ainda assim o cauteleiro da Invicta não perde a energia na voz. “Há cada vez menos pessoas a jogar na lotaria, preferem jogar na raspadinha porque é instantâneo. Na lotaria têm de esperar um dia ou dois para saber o resultado”, explica.

Todos os dias, das sete e meia da manhã às seis da tarde, Manuel Bonifácio vende lotarias. É assim há 36 anos. “Não sei fazer mais nada. É o que me habituei a fazer e continuo”, explica. Quem o comprova são os clientes que, quando não ouvem o pregão característico, sabem que algo se passou. “Os clientes que passam diariamente sentem a falta de eu estar a gritar. Todos os dias estou aqui com o mesmo tom”, conta.

Chega a vender 30 lotarias por dia, a maior parte a clientes habituais, e quando dá o prémio máximo, 600 mil euros, “é uma satisfação”. “Já vendi muitos primeiros prémios. Este ano ainda não vendi nenhum, mas tenho vendido sempre, ou na popular ou na lotaria clássica”, conta orgulhoso.

Quando os clientes habituais são premiados dão-lhe quase sempre uma recompensa em dinheiro, os que passam e “compram a sorte grande” muitas vezes nem se chega a saber.

Dizem que a sorte não se compra, mas Manuel ainda a vende com a mesma dedicação. É com força na voz e com a convicção de entregar prémio que mantém uma profissão que está a desaparecer.




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