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″Presidente″ da Venezuela à espera de ″consequências″

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″Presidente″ da Venezuela à espera de ″consequências″

Líder da Assembleia Nacional da Venezuela, esvaziada por Nicolás Maduro, declara-se chefe de Estado interino.

Agora em público, mão erguida perante uma multidão e depois de horas de confrontos que fizeram quatro mortos, o presidente da Assembleia Nacional (AN) venezuelana declarou-se presidente-interino, depois de tê-lo feito singelamente no dia 11 de janeiro, no restrito gabinete das Nações Unidas em Caracas. Porque Nicolás Maduro é, aos olhos da oposição, presidente ilegítimo: foi eleito por 60% numa eleição boicotada por grande parte dos opositores, por alegada fraude. “Não queremos voltar ao séc. XX. O povo venezuelano disse não ao golpismo, não ao imperialismo”, reagiu Maduro, apelando ao poder judicial. E apontou um responsável: Washington.

Desde a posse para o segundo mandato de Maduro, a 10 de janeiro, perante o Supremo Tribunal e não a AN, Juan Guaidó, ilustre desconhecido aos olhos do Mundo, eleito líder do Parlamento a 5 de janeiro porque uma oposição estilhaçada e com figuras de proa presas ou exiladas não tinha melhor opção, fez-se à estrada e ao telefone, para sentir o pulso nacional e internacional da resposta ao apelo para que um movimento nacional o entronizasse dia 23. Ontem.

Deve ter sentido que era positiva, avançou para a autoproclamação e teve imediato respaldo do presidente dos EUA, Donald Trump, o que denuncia uma estratégia concertada. E de muitos vizinhos, incluindo o Canadá e excluindo, “para já”, o México, recentemente virado à esquerda, e, para sempre, a Bolívia.

“Na minha condição de presidente da AN, invocando os artigos da Constituição Bolivariana da República da Venezuela, ante Deus Todo-Poderoso (…) juro assumir formalmente as competências do Executivo nacional como o presidente-interino da Venezuela, para conseguir o fim da usurpação, um governo de transição e ter eleições livres”. Eram 13,44 horas, mais quatro em Portugal.

Plano para o fim de semana

Guaidó prometeu relações diplomáticas com “todos os países”, um “plano de amnistia” e um programa para a transição que espera poder conduzir em prol da unidade, mas admitiu que o caminho seria árduo. E cantou, sobre a promessa de uma nova Venezuela, o hino nacional. Guaidó “sabe que um juramento sem ter a força ou a capacidade de converter esse facto simbólico num facto real de poder pode convertê-lo num novo preso político, mas pode ser sobretudo uma enorme frustração”, analisa Luis Vicente León, presidente da encuestadora Datanálisis, citado pelo espanhol “El País”.

Até porque, duas horas depois, o Supremo Tribunal, próximo de Maduro, anunciou a investigação à AN por “usurpar o poder presidencial”, justificando com o facto de o Parlamento, dominado pela oposição, estar “em desacato” por “violar o texto constitucional”.

“Sabemos que isso vai ter consequências. Conseguir completar esta tarefa e restabelecer a Constituição, precisamos do acordo de todos os venezuelanos”, apelou Guaidó. Porque a AN, na verdade, não tem força: foi esvaziada de poderes aquando da eleição, em 2017, de uma Assembleia Constituinte que só inclui chavistas. “Pode autoproclamar-se qualquer um como presidente? Ou é o povo venezuelano que elege o seu presidente?”, questionou Maduro.

Seguiram-se mais confrontos entre opositores e forças de segurança. Apesar de Washington avisar ter “todas as opções” à mão, caso o Governo de Maduro reaja com violência.




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