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Pompeo apelou em vão à OEA para que reconhecesse Guaidó como presidente

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Pompeo apelou em vão à OEA para que reconhecesse Guaidó como presidente

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, apelou hoje para que a Organização dos Estados Americanos (OEA) reconhecesse Juan Guaidó como “presidente interino da Venezuela”, sem contudo conseguir a unanimidade dos 34 membros ativos da entidade.

Durante uma reunião extraordinária da OEA em Washington, onde apareceu à última hora, Pompeo também advertiu o “regime ilegítimo” de Nicolas Maduro contra “qualquer decisão de utilizar a violência para reprimir a transição democrática pacífica”, exigindo às forças de segurança venezuelanas que “protejam” Juan Guaidó.

Na quarta-feira, “os EUA reconheceram com orgulho o presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, como presidente interino da Venezuela”, recordou Mike Pompeo, agradecendo a “numerosos outros países” que tomaram a mesma decisão.

“Chegou a hora para que a OEA, enquanto instituição, na sua globalidade, de fazer o mesmo. Todos os Estados da OEA devem assumir o partido da democracia e do respeito pelo Estado de Direito”, insistiu.

O secretário-geral da OEA, Luis Almagro, já tinha felicitado na quarta-feira Juan Guaidó, mas em seu nome.

Além dos EUA, também reconheceram Guaidó os seguintes Estados: Canadá, Brasil, Colômbia, Argentine, Chile, Costa Rica, Guatemala, Honduras, Panamá, Paraguai e Peru.

Ao contrário, México e Peru mantiveram o apoio a Maduro.

“Acabou o tempo da discussão. O regime do antigo presidente Nicolas Maduro é ilegítimo. O seu regime está em estado de falência moral, incompetência em matéria económica e profundamente corrompido e não democrático”, insistiu o chefe da diplomacia norte-americana.

Mas depois da intervenção de Mike Pompeo, os Estados membros da OEA não conseguiram chegar a uma posição comum.

Apenas um grupo de 16 países, entre os quais os EUA, o Canadá, o Brasil e a Argentina, apoiou uma declaração — não vinculativa — a favor do presidente da Assembleia Nacional venezuelana.

À saída, o representante do México, Jorge Lomonaco, solicitou que fosse determinado “o estatuto jurídico” de Juan Guaidó, depois da sua auto proclamação e do reconhecimento feito por vários países.

A representante da Venezuela, Asbina Ixchel Marin, classificou aquela declaração como “uma operação de propaganda visando justificar o golpe de Estado”.

Juan Guaidó autoproclamou-se na quarta-feira Presidente interino da Venezuela, perante milhares de pessoas concentradas em Caracas.

A União Europeia defendeu a legitimidade democrática do parlamento venezuelano, sublinhando que “os direitos civis, a liberdade e a segurança de todos os membros da Assembleia Nacional, incluindo do seu Presidente, Juan Guaidó, devem ser plenamente respeitados” e instando à “abertura imediata de um processo político que conduza a eleições livres e credíveis, em conformidade com a ordem constitucional”.

Da parte do Governo português, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, expressou na quarta-feira pleno respeito pela “vontade inequívoca” mostrada pelo povo da Venezuela, disse esperar que Nicolás Maduro “compreenda que o seu tempo acabou” e apelou para a realização de “eleições livres”.

Os Estados Unidos pediram a realização no sábado de uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, para abordar a situação na Venezuela.

A Venezuela, país onde residem cerca de 300.000 portugueses ou lusodescendentes, enfrenta uma grave crise política e económica que levou 2,3 milhões de pessoas a fugir do país desde 2015, segundo dados da ONU.




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