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Pelo menos sete mortos e 150 desaparecidos em rutura de barragem no Brasil

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Pelo menos sete mortos e 150 desaparecidos em rutura de barragem no Brasil

Pelo menos sete mortos foram confirmados após a rutura de uma barragem em Brumadinho, Minas Gerais, no Brasil, anunciou na sexta-feira o Governo do estado, referindo que existem cerca de 150 desaparecidos.

“Segundo informações confirmadas pelos bombeiros, sete corpos já foram localizados. Ainda não há a identificação das pessoas que morreram”, referiu o Governo do estado de Minas Gerais em comunicado, salientando que o governador, Romeu Zema, acompanhado do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, estão no local.

O documento acrescenta que nove pessoas foram retiradas com vida da lama e que cerca de cem que ficaram isoladas já foram resgatadas.

“Segundo dados transmitidos pelo representante da Vale ao governador mineiro, havia 427 pessoas no local, sendo que 279 foram resgatadas vivas. E são cerca de 150 pessoas desaparecidas, no momento, com vinculação à empresa”, acrescenta o documento.

A rutura da barragem na mina causou um rio de lama e de resíduos minerais que soterrou as instalações da empresa e destruiu diversas casas na zona.

São cerca de cem os bombeiros que estão no local e o contingente será aumentando para o dobro em breve, existindo também helicópteros e outros meios a participar nas buscas.

“No momento a grande medida é ver dos sobreviventes e informar às famílias dos atingidos”, disse o governador de Minas Gerais.

Numa primeira informação, os bombeiros referiram que existiam cerca de 200 desaparecidos, sem confirmar o número de vítimas mortais.

O Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, anunciou que vai sobrevoar hoje a área afetada pela rutura da barragem.

Bolsonaro garantiu que o Governo vai “tomar todas as medidas ao seu alcance” para minimizar o sofrimento “dos familiares das possíveis vítimas” e também das questões ambientais.

O Governo já anunciou a criação de um gabinete de crise para ajudar os afetados e que envolve vários ministérios, estando vários meios no local a trabalhar.

A rutura de uma barragem em Brumadinho, município do Estado de Minas Gerais, gerida pelo grupo mineiro Vale, obrigou à ativação do plano de emergência.

Segundo a empresa mineira Vale, detentora da barragem que rebentou, a área administrativa da empresa foi atingida pela lama, contendo funcionários no seu interior.

O presidente do conselho de administração da Vale, Fabio Schartzman, afirmou que desconhece o que esteve na origem da rutura da barragem, referindo que cerca de 300 trabalhadores estavam no local quando aconteceu a tragédia.

O responsável afirmou que cerca de cem funcionários foram encontrados e que estão a decorrer os trabalhos para localizar os restantes.

“As principais vítimas foram os nossos trabalhadores”, disse, referindo que um restaurante foi destruído pela lama à hora de almoço.

Seis municípios emitiram um alerta para que população se mantenha longe do leito do Paraopeba, rio que atravessa parte do estado de Minas Gerais, receando a subida do nível das águas.

O parque de Inhotim, que conta com 14 hectares e é um dos mais importantes acervos de arte contemporânea do país, teve de ser evacuado, levando à retirada de cerca de mil pessoas.

Há quase três anos, uma das barragens da empresa Samarco, controlada pelos acionistas Vale e BHP, rebentou na cidade de Mariana, no estado de Minas Gerais, originando uma torrente de lama que destruiu fauna, flora e construções ao longo de 650 quilómetros.

Este desastre causou 19 mortos, além de ter deixado desalojadas milhares de famílias.

Fabio Schartzman salientou que o caso de sexta-feira é uma “tragédia humana maior do que aquela que ocorreu em Mariana”, mas explicou que os impactos ambientais devem ser menores.

O Movimento dos Atingidos por Barragens (MBA) considerou que a rutura da barragem em Brumadinho era uma “tragédia anunciada”, referindo que já tinha efetuado diversos alertas.

A organização não-governamental salientou que, desde 2015, quando ocorreu uma tragédia semelhante na cidade de Mariana, também no estado de Minas Gerais, que tem vindo a alertar para os riscos na mina em que ocorreu o acidente na barragem e cuja ampliação foi aprovada apesar das advertências.

“Desde 2015 que inúmeras denúncias foram efetuadas sobre o risco de rompimento de barragens do complexo em Brumadinho, mas mesmo assim teve a sua ampliação aprovada pelo Conselho Estadual de Política Ambiental em dezembro passado”, afirmou a organização em comunicado.




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